CRONICLÉR

Brasileiro adora estrangeirismo. Os cartórios estão repletos de certidões de nascimento com o registro da infindável criatividade nacional, que muitas vezes não se atenta aos perigos da sonoridade do nome escolhido. Li em um artigo alguns exemplos, retirados inclusive da jurisprudência dos Tribunais, como Kumio Tanaka e Sum Tin An.

Outras histórias não sei informar se aconteceram ou se são lendas urbanas, como a mãe que deu à filha o nome de Madinusa porque ao passar roupa ela leu na etiqueta “made in USA” e achou lindo. Há ainda a história/lenda do Valdisnei, que ao ser chamado em um consultório médico corrigiu a secretária: “é Walt Disney” (embora a grafia fosse mesmo Valdisnei).

Quando eu estava buscando um nome para o Blog, sucumbi à tentação de pensar em um nome estrangeiro e a primeira obviedade que me surgiu foi Chronicler, palavra que traduz “cronista” em inglês.

O primeiro empecilho que eu mesma observei foi a grafia, mas desisti quando identifiquei o risco de o Blog ficar conhecido como “croniclér”. Desisti mesmo porque não gosto de estrangeirismos. A Língua Portuguesa é tão rica, que não precisamos recorrer a outros idiomas para passar nossa mensagem.

Se você leu o texto “Coincidências”, já sabe o motivo da escolha do nome do Blog (se não leu, fica aqui o convite para fazê-lo). Acredito que todos hão de concordar que Conchinhas carrega muito mais significado e é muito mais bonito do que little shell. E muito melhor do “croniclér”.

Um comentário em “CRONICLÉR

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