COMO SERIA O QUE NUNCA FOI

Lembro de ter assistido, quando menina, um filme em que uma freira, em dúvida sobre se estaria ou não seguindo sua vocação, e também motivada pela paixão por um soldado, resolve abandonar o convento para experimentar a vida mundana. Mas uma santa (impossível que minha memória revele qual delas) desce dos céus e fica emContinuar lendo “COMO SERIA O QUE NUNCA FOI”

VIAJAR SEM SAIR DO LUGAR

Com o pai que eu tenho e o tio que eu tive (irmão do meu pai, infelizmente, para minha imensa e dolorosa tristeza e eterna saudade, já falecido), minha fonte de histórias é praticamente inesgotável. Hoje divido com vocês uma (haverá muitas mais) das histórias dele, José Henrique, o Tio Zezé, ocorrida nem sei quando.Continuar lendo “VIAJAR SEM SAIR DO LUGAR”

ÀS COISAS, OS NOMES QUE ELAS TÊM

A boa educação manda que não se utilize palavreado chulo na comunicação. Embora seja muitas vezes um alívio dizer um bom e libertador palavrão, não raramente insubstituível, a fala e a escrita devem manter civilidade. Não entendo, no entanto, a resistência das pessoas em adotarem as palavras corretas diante de determinados assuntos e diante deContinuar lendo “ÀS COISAS, OS NOMES QUE ELAS TÊM”

NIEPIŚMIENNY

Não, não tem nada de errado com o título deste texto. É isso mesmo: niepiśmienny, que significa “analfabeta” em Polonês (pelo menos segundo o tradutor do Google), que foi exatamente como eu me senti nos poucos dias em que estive na encantadora Varsóvia, capital da Polônia. A situação é muito semelhante ao que acontece noContinuar lendo “NIEPIŚMIENNY”

QUASE MORRI

Nas aulas de Português aprendemos sobre a hipérbole, uma figura de linguagem utilizada para definir algo de forma dramática, transmitindo uma ideia aumentada da realidade. “Quase morri de fome”, “Morri de susto”, “Morro de vontade”,… Certa vez, voltando de uma visita a um cliente, a advogada que estava ao volante, minha queridíssima xará, entrou naContinuar lendo “QUASE MORRI”

VERDADE SEJA DITA

Em um jantar a conversa era, além da própria comida, as agruras e lutas que a maioria dos muito bem nutridos enfrenta com a balança. Uma mulher, casada já há uns bons 25 anos, indisfarçadamente bastante acima do peso, lamentava-se ao grupo de comensais: – Não sei o que acontece. Como tão pouco, mas nãoContinuar lendo “VERDADE SEJA DITA”

AMNÉSIA ALCOÓLICA

Amnésia alcoólica é papo de bêbado. Juro que piamente eu acreditava nisso, até que fui apresentada à tequila. Feriado, recebi alguns amigos em casa, que chegaram com uma garrafa cheinha de tequila. Preparamos a guacamole, as tortilhas de milho, sal, limão e partimos para a brincadeira: lamber o sal sobre a mão, beber todo oContinuar lendo “AMNÉSIA ALCOÓLICA”